Expedição Francisco de Orellana 2026 - Parte 1

Período: Setembro de 2026

Refazendo o itinerário de Francisco de Orellana, o primeiro europeu a percorrer o rio Amazonas.

Parte 1 - Do oceano Pacífico até Tabatinga

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Atualizado em: 12 Set 2026

Francisco de Orellana

Francisco de Orellana foi um conquistador e explorador espanhol, conhecido por ter sido o primeiro europeu a percorrer o rio Amazonas em quase toda a sua extensão.

Nasceu em Trujillo, Espanha. Participou da conquista do Império Inca, na região onde hoje se situam Peru e Equador. Em 1541, integrou-se à expedição de Gonzalo Pizarro, que partiu de Quito em busca de dois lugares míticos: o País da Canela e o El Dorado.

A expedição foi um desastre: fome, doenças e enormes dificuldades para avançar pela selva. Em um momento crítico, Orellana recebeu a missão de seguir rio abaixo com um pequeno grupo de homens em busca de alimentos. Deveria regressar dentro de uma semana. A forte correnteza, porém, tornou o retorno praticamente impossível. Orellana decidiu continuar descendo o grande rio desconhecido. Em 1542, alcançou o oceano Atlântico.

Orellana relatou que, durante a viagem, seus homens haviam sido atacados por indígenas guerreiras. Por isso, chamou aquele curso d’água de “rio das Amazonas”, em referência às mulheres guerreiras da mitologia grega.

Ao regressar à Espanha, obteve da Coroa o direito de governar e colonizar a chamada Nova Andaluzia, território que abrangia parte da região amazônica. Em 1545, tentou retornar e estabelecer-se na região, mas a expedição fracassou.

Orellana morreu em 1546, em algum ponto da região do delta do Amazonas, provavelmente vítima de doença.


Expedição Francisco de Orellana 2026

No dia 1º de setembro de 2026, Alexandre de Andrade Cardoso e Marcio Silveira Barbosa partiram de Playas, na costa do Pacífico equatoriano, para refazer o itinerário de Francisco de Orellana até a foz do rio Amazonas.

Na entrada de Playas ficamos agradavelmente surpresos ao ver o monumento abaixo.

 


2 de setembro

Viajamos de carro de Guayaquil para Quito. Foram aproximadamente 500 km.

Realizamos uma viagem bem tranquila admirando a paisagem da cordilheira dos Andes. Subimos a 4.386 metros de altitude. Depois descemos para os 2.800 m de Quito.

Passamos pelo portão de acesso ao vulcão Chimborazo. Embora o Evereste seja a montanha mais alta em relação ao nível do mar (8.848 m), o cume do Chimborazo é o ponto mais afastado do centro da Terra. Seu cume alcança 6.263 m e está localizado muito próximo à linha do Equador.

 

 

 


3 de setembro

O dia foi muito ocupado e prazeroso. Saímos cedo para subir à cratera do vulcão Guagua Pichincha. 4630 metros de altitude. Ao  chegarmos ao refúgio, foi possível fotografar a cidade lá embaixo.

 

Começamos a subir lentamente a trilha para a cratera. Só 500 metros. Logo estávamos dentro de uma nuvem. A visibilidade caiu para poucos metros. O vento se tornou enregelante.

Descemos rápido para não  congelarmos. Então fizemos uma viagem trans-hemiférica: fomos para Mitad del Mundo. Tiramos uma foto com Alexandre no hemisfério Sul e eu no Norte.

 

 

À noite, tivemos a satisfação de reencontrar amigos de longa data para jantar e  colocar a conversa em dia.

 


4 de setembro

Começamos cedo com treinamento físico no parque La Carolina.

Às 8h30 encontramos as amigas Martha Llanos e Alexandra Piñeiros. Gentilmente nos acompanharam na vista ao centro histórico. Fomos no moderno metrô de Quito.

Quito é a primeira cidade do mundo a ser declarada patrimônio cultural da humanidade pela UNESCO. Começamos a visita pela praça da igreja de São Francisco, uma das mais antigas da cidade. Tivemos um guia turístico que nos brindou com interessantes dados históricos.

Depois visitamos a igreja da Companhia de Jesus e seu museu.

 

Seguimos para a praça da Independência, onde estão o Palácio Presidencial (Carondelet), a Catedral Metropolitana e a prefeitura.

 

Na parede da catedral vimos a placa que mais nos chamou a atenção por estar diretamente relacionada com nossa expedição. Recordamos que Francisco de Orellana partiu de Quito em fevereiro de 1541 para integrar-se à expedição de Gonzalo Pizarro rumo ao Rio Amazonas.

Recordamos também que Pedro Teixeira esteve em Quito entre 1638 e 1639, durante sua extraordinária viagem de ida e volta pelo Amazonas.

Visitamos também o museu da cidade, que conta toda a história do Equador.

Almoçamos e logo regressamos ao hotel. Aí nos aguardava o amigo Fabian Narvaez, com quem jantamos e colocamos a conversa em dia depois de 12 anos sem nos vermos.


5 de setembro

O dia começou cedo com exercícios físicos no parque La Carolina. Depois dedicamos a manhã a medidas administrativas.

À tarde fomos visitar o Templo da Pátria, localizado no  Cume da Liberdade.

O Templo da Pátria, localizado nas encostas do vulcão Pichincha, em Quito, foi construído em homenagem à Batalha de Pichincha, travada em 24 de maio de 1822. A vitória das forças independentistas, comandadas pelo general Antonio José de Sucre, sobre as tropas espanholas foi decisiva para a libertação de Quito e para a independência do território que hoje corresponde ao Equador. O monumento, situado próximo ao local da batalha, celebra os combatentes e preserva a memória de um dos acontecimentos mais importantes da história equatoriana.

O amigo Fabián Narvaez se reuniu conosco no local.

A  visibilidade estava muito boa. Podia-se ver a cidade de Quito e alguns vulcões como o Cotopaxi e o Cayambe.

 


6 de setembro

Optamos por realizar os exercícios físicos no alto da Loma de la Cruz. O teleférico nos levou a 4.050  metros de altitude. A temperatura estava amena mas o vento, muito frio. O ar rarefeifo e a subida forte nos deixou logo muito cansados. Não conseguimos acompanhar a multidão de trilheiros por muito tempo.

A vista lá de cima é magnífica.

À tarde fomos visitar o amigo Raul Subias y su esposa Gladys. Raul orgulhosamente nos mostrou sua rica coleção de memórias de uma linda carreira nos fuzileiros navais e nas forças especiais do Equador. Ele foi um dos pioneiros do curso de Pumas, que operavam em terra, mar e ar (paraquedistas).

 

De sua casa tivemos uma linda vista do vulcão Cotopaxi.

 


7 de setembro - Dia da Independência.

A manhã começou com exercícios físicos. Por enquanto estamos conseguindo manter um bom ritmo. Ainda não adaptados à altitude, cansamos rapidamente. Mas prosseguimos.

Despedimo-nos de Quito passando pela avenida Rio Amazonas e pela Cruz do Papa, no parque La Carolina.

 

 


Mudança de itinerário

Nosso plano era descer a vertente oriental dos Andes até a cidade de Francisco de Orellana, às margens do rio Napo. Ali começaríamos a etapa fluvial da expedição, seguindo pelo Napo em direção a Iquitos, no Peru. A partir dali, descer o rio Amazonas.

Estes dias em Quito acompanhamos a situação de segurança ao longo do rio Napo. Confirmamos que parte do itinerário previsto, particularmente no lado peruano, enfrenta problemas de segurança.

Por isso, decidimos voar de Quito para Iquitos, onde retomaremos a rota de Orellana. Pretendemos chegar ao oceano Atlântico, como fez o explorador espanhol. Afinal de contas, esta não é a Expedição Percy Fawcett — e nós não temos a intenção de terminar como ele.

Quem foi Percy Fawcett?

Percy Fawcett (1867–1925?) foi um militar, explorador e cartógrafo britânico. Realizou várias expedições pela América do Sul no início do século XX. Tornou-se profundo conhecedor de regiões então pouco exploradas da Amazônia. Passou a acreditar na existência de vestígios de uma antiga civilização no interior do Brasil.

Em abril de 1925, Fawcett partiu de Cuiabá acompanhado do filho Jack e de Raleigh Rimell, amigo de Jack. Seu objetivo era penetrar no território do atual Mato Grosso em busca de uma cidade perdida que denominava “Z”. Para evitar que uma eventual missão de resgate colocasse outras pessoas em perigo, deixou instruções expressas para que ninguém fosse procurá-los caso desaparecessem.

A última comunicação conhecida da expedição foi enviada no final de maio de 1925, quando o grupo se encontrava na região do rio Xingu. Depois disso, Fawcett, Jack e Rimell desapareceram sem deixar vestígios conclusivos. Diversas expedições tentaram descobrir seu destino. Ao longo das décadas, surgiram diferentes hipóteses sobre o que lhes teria acontecido. Nenhuma delas, porém, foi definitivamente comprovada.

O desaparecimento de Percy Fawcett tornou-se um dos grandes mistérios da história da exploração amazônica. Preferimos deixar esse mistério assim mesmo.


8 de setembro

Voamos de Quito para Lima e daí para Iquitos. Chegamos às 5h da manhã.

Iquitos, situada às margens do rio Amazonas, no nordeste do Peru, é a maior cidade da Amazônia peruana e uma das maiores cidades do mundo sem ligação rodoviária com o restante do país. Sua área metropolitana reúne cerca de meio milhão de habitantes, fazendo dela o principal centro urbano da Amazônia peruana. Os rios constituem suas principais vias de comunicação com grande parte da região.

A área era habitada por diversos povos indígenas muito antes da chegada dos europeus. A formação da atual cidade ocorreu durante o período colonial, a partir de missões estabelecidas na região no século XVIII. No século XIX, com a consolidação da presença peruana na Amazônia, Iquitos ganhou importância como porto fluvial e centro administrativo.

A grande transformação ocorreu durante o ciclo da borracha, entre o final do século XIX e o início do XX. Iquitos tornou-se um importante centro de exportação, atraindo comerciantes e imigrantes de várias partes do mundo. A prosperidade daquele período deixou marcas ainda visíveis na arquitetura da cidade, especialmente nos edifícios revestidos com azulejos europeus e nas antigas mansões dos comerciantes da borracha.

Atualmente, o turismo ocupa lugar importante na economia local. Iquitos é um dos principais pontos de partida para viagens pela Amazônia peruana, com passeios de barco pelo Amazonas e seus afluentes, visitas a comunidades ribeirinhas, observação de aves e animais silvestres, pesca e hospedagem em lodges instalados na floresta.

Na própria cidade, destacam-se o centro histórico e suas construções do período da borracha, a movimentada orla fluvial e o bairro de Belén, conhecido por seu mercado e pelas casas construídas sobre palafitas ou estruturas flutuantes, adaptadas às grandes variações do nível das águas. Iquitos funciona, assim, tanto como destino turístico quanto como porta de entrada para a floresta e os rios da Amazônia peruana.

 

A Plaza de las Armas está situada no centro da cidade, rodeada por pontos turísticos, lojas e restaurantes.


Ao fundo vê-se o rio Ytaya, afluente do Amazonas. O nível das águas encontra-se muito baixo. Voltará a subir à partir de novembro, quando começa a chover. O restaurante Yacumama voltará a flutuar.

O trânsito é dominado por imensa quantidade de Tuc-tucs.


9 de setembro

Esta manhã tivemos a oportunidade de conhecer o Thiago Garcia Pereira, brasileiro que está vivendo com a esposa e os filhos em Iquitos. Ele gentilmente nos acompanhou no café da manhã e em uma caminhada por pontos turísticos. Conversamos bastante sobre nossos interesses comuns, inclusive História. No próximo ano ele mudará para Brasília, onde esperamos encontrá-lo.

 

À tarde, fomos para o porto em um tuc-tuc. Como estava cedo para embarcar, demos uma volta pela área portuária. Atravessamos a ponte nova que dá acesso à rodovia de terra que liga com a localidade de Mazán, às margens do rio Napo.

 

Voltamos ao porto e embarcamos no Amazonas II, do Consórcio Fluvial del Amazonas. Tem dois decks. O inferior é mais popular e mais barato. Todos os estrangeiros têm que pagar 310 Soles = 92 dólares e embarcar no deck superior. Zarpamos pontualmente às 16h. Serão 16 horas de viagem. Previsão de chegada a Santa Rosa de Loreto,  na fronteira tríplice Peru-Colômbia-Brasil, às 8h. Distância fluvial de aproximadamente 490 km.

 

À bordo temos água, café e chá grátis. A cafeteria vende comida e refrigerantes. Agora são 18h 30min. Estou conectado à internet de bordo por 10 soles para toda a viagem. Já tirei várias fotos. Daqui a pouco vou correr risco com o menu do jantar. 

Teremos 3 ou 4 paradas em localidades ribeirinhas. O Alexandre já está todo agasalhado porque o ar condicionado está bem frio.

 


10 de setembro

Fomos favoravelmente surpreendidos pela qualidade da embarcação que nos levou a Santa Rosa. Esperávamos pouco mais que uma grande canoa. A Amazonas II tem dois decks, capacidade para 300 passageiros, ar condicionado e cantina. Desenvolve boa velocidade e cumpre os horários previstos.

Durante a noite cruzamos com outros barcos.

 

De madrugada estava muito frio. O Alexandre me surpreendeu dormindo todo empacotado em meu lençol de vexame.

 

Acordamos antes do nascer do sol e fomos admirar o grande rio. O nível da água está visivelmente baixo. É possível ver extensas praias. Mesmo assim, a largura do rio é impressionante.

 

Claro que também passamos por muitas canoas com motor de popa. E algumas a remo.

 

Às 8h chegamos a Santa Rosa, na fronteira tríplice Peru-Colômbia-Brasil. O aplicativo Guru Maps indicava 68 metros acima do nível do mar. Segundo o ChatGPT, a 3200 km do oceano Atlântico. Isso mostra o declive extraordinariamente baixo de 2,1 centímetros por quilômetro.

 

Ao desembarcar, fomos saudados por dois militares do Exército Brasileiro. Aguardavam para conduzir-nos ao lado brasileiro em uma lancha. Antes, porém, tínhamos que carimbar os passaportes. Fomos e regressamos em tuc-tuc. O escritório da imigração peruana está em uma rua de Santa Rosa, distante do embarcadouro.

 

Fizemos o deslocamento na lancha até a seção fluvial do 8o. Batalhão de Infantaria de Selva / Comando de Fronteira Solimões. Ali conhecemos o Tenente-Coronel Rodrigo Pedroso, comandante da unidade. Gentilmente nos deu as boas-vindas e nos conduziu para o hotel de trânsito. Logo tivemos a oportunidade de conhecer as instalações e um pouco da história dessa excelente unidade operacional do Exército Brasileiro. 

 

Visitamos também o zoológico do batalhão, muito frequentado por residentes de Tabatinga e colombianos da vizinha cidade de Letícia.

Encerramos o dia jantando em excelente restaurante de Letícia em companhia do TC Rodrigo Pedroso.


11 de setembro

Dia bem tranquilo em Tabatinga. Iniciamos com caminhada, natação e exercícios calístênicos. É necessário exercitar sempre as velhas pernas para que continuem nos levando aonde a mente deseja chegar.

À tarde, um breve passeio pela cidade. Jantamos cedo e regressamos ao hotel de trânsito para lavar roupa. Aqui não tem jeito: usou, suou, lavou. O mesmo calorão húmido de sempre.

 


12 de setembro

A convite do Comandante do 8o BIS/CF Sol, esta manhã participamos do programa Sentinela da Fronteira. Vai ao ar pela Rádio Nacional do Alto Solimões todos os sábados de 7h às 10h. O programa é gerenciado pelo Comando da Unidade e conduzido pelo 2o Sargento Meireles, especialmente contratado para este fim.

O propósito do Sentinela da Fronteira é aproximar o Exército Brasileiro da população do Alto Solimões, divulgando informações de interesse das comunidades da região de fronteira, inclusive aquelas mais isoladas e alcançadas pelo rádio.

O programa apresenta principalmente orientações de utilidade pública, informações sobre as atividades do Comando de Fronteira Solimões/8º Batalhão de Infantaria de Selva e dos Pelotões Especiais de Fronteira, além de temas como cidadania, saúde, segurança e ações sociais.

No programa de hoje, tivemos a oportunidade de conversar sobre nossa Expedição Francisco de Orellana 2026 e de recordar eventos marcantes de nossas carreiras militares. Falamos também de fatos históricos ocorridos nesta região.

 

O Marechal Rondon em Tabatinga (escrito com auxílio de IA)

Quando Cândido Mariano da Silva Rondon chegou ao Alto Solimões, Tabatinga já ocupava uma posição estratégica na remota fronteira brasileira com o Peru e a Colômbia. Entre 1927 e 1930, durante uma extensa missão de inspeção das fronteiras do Brasil, Rondon percorreu a região. Em 1930, seguiu pelo Amazonas até Iquitos, no Peru. Anos depois, retornaria ao mesmo lugar para uma missão muito diferente.

Em 1932, Peru e Colômbia entraram em conflito pela posse de Letícia. A guerra colocava dois países vizinhos em confronto às portas do território brasileiro. O Protocolo do Rio de Janeiro, assinado em 24 de maio de 1934, abriu caminho para a solução da disputa e estabeleceu uma comissão formada por representantes do Brasil, Peru e Colômbia. Rondon foi escolhido pelo governo brasileiro para presidi-la.

A comissão deixou Manaus em 11 de julho de 1934. Dois dias depois, passou por Tabatinga em direção a Letícia. Sua principal base foi instalada na fazenda La Victoria, nas proximidades da cidade colombiana. Durante os anos seguintes, Rondon conviveu com autoridades colombianas e peruanas, militares brasileiros de Tabatinga e habitantes da região. Em suas memórias, chegou a registrar o contato com um tuxaua Ticuna que o procurava.

Sua tarefa era sobretudo impedir que os ressentimentos deixados pela guerra produzissem um novo conflito. Em março de 1935, quando sentinelas colombianas dispararam contra a lancha peruana La Libertad, Rondon reuniu imediatamente a comissão e foi pessoalmente a Letícia negociar com as autoridades colombianas. A intervenção resultou em medidas destinadas a reduzir a tensão e evitar que um incidente relativamente pequeno tivesse consequências maiores.

Rondon permaneceu ligado à missão até 1938. Sua passagem pelo Alto Solimões reuniu vários elementos que marcaram sua trajetória: o conhecimento das fronteiras brasileiras, a presença do Estado nas regiões mais remotas, as relações com os países vizinhos e o contato com os povos indígenas. Em Tabatinga, sua memória permanece no nome de uma das ruas tradicionais da cidade e da Escola Estadual Marechal Rondon.


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